Escolha do evento
Todos
nós sugerimos e fomos em busca de eventos ou locais que pudessem nos colocar em
contato com uma realidade diferente das nossas, podendo assim despertar algum
tipo de reflexão e aprendizado, não apenas algo recreativo. Ao escolher,
olhamos principalmente para o impacto na cultura contemporânea e na mudança de
paradigmas em que esse evento se insere.
Um
dos temas mais relevantes para discussão atualmente é a importância da cultura
negra, seu retrospecto e influências principalmente na nossa cultura, a
brasileira. Na antiguidade, essa cultura foi marginalizada, censurada e
repelida, tanto no Brasil quanto em outras partes do mundo. A “cultura negra”,
por assim dizer, cabe ressaltar que não se trata de apenas uma cultura e sim
diversas culturas de vários países, cada uma delas com suas particularidades,
similaridades e diferenças devido à diversos fatores, inclusive a colonização,
exploração de cada área, divisões políticas, escravagismo e outros aspectos.
Diante
dos fatores apresentados, optamos pela exposição Ex África que traz elementos
de diversas manifestações artísticas, desde a música produzida em alguns
países, até obras de pintura, fotografia e cinema contemporâneos, demonstrando,
assim, um aspecto bastante plural e globalizado da África nos dias de hoje através
dos olhos de 18 artistas provenientes de 8 países africanos, inclusive dois
artistas afro-brasileiros. Ao todo são 80 obras.
Não
podemos deixar de mencionar a representatividade, um tema bastante atual e cada
vez mais abordado pelas sociedades do século XXI, como um dos fatores mais
relevantes para a escolha do evento. A representatividade implícita nesse tipo
de evento cultural, a valorização de uma cultura que foi marginalizada e
repudiada como citado anteriormente, sendo exibida e admirada hoje não é apenas
algo relacionado ao belo e muito menos ao exótico, é um manifesto de
libertação, o arauto de que os tempos mudaram.



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