Sensações do dia seguinte
Bruno:
No dia seguinte acordei cedo e comecei a olhar as fotos que haviam sido tiradas na visita, e de longe o que mais tinha gostado da exposição foram as músicas africanas contemporâneas e as comparações com influências globais e estruturais de clipes musicais, baixei então a música “Johnny” da cantora nigeriana de afropop Yemi Alade e passei a pesquisar mais sobre esse estilo musical.
Carlos:
No dia posterior a exposição acordei bem, com disposição sem
dores ou cansaço. Lembro de ter sonhado com alguma coisa referente a exposição,
porém como todos os outros dias não lembrei com detalhes o que tinha sonhado.
No decorrer do dia lembrei de algumas partes marcantes da exposição e fiquei me
questionando sobre algumas obras.
Eveny:
No dia seguinte estive
descansando sozinha em uma pousada, o tempo continuava frio e úmido, o que me
manteve no quarto e me impediu de visitar a cachoeira.
O
que eu pude constatar é que muitas vezes representamos a África como uma
cultura em unidade, não a enxergamos como um continente, ignorando a
diversidade de cada território ou mesmo região.
Devido
ao passado histórico de colonização, exploração e escravagismo do continente,
vemos desdobramentos que permanecem até hoje enraizados no cotidiano desses
povos, como por exemplo em relação à língua, costumes e até mesmo culinária. Na
música contemporânea é forte e clara a influência norte-americana, porém,
apesar disso, podemos observar uma grande tentativa de resgate e valorização da
cultura de cada povo atualmente.
Laiza:
No dia posterior, viagei para Biritima Mirim.
Durante o trajeto me recordei da obra intitulada "Maqam", do artista
Youssef Limoud, a qual me impactou muito e me fez refletir sobre os
conflitos internacionais que vemos e suas ruínas devastadoras, que é
justamente o tema da obra. Lembrei bem do silêncio que ficou na sala,
por conta da reflexão que a obra induzia ao espectador.
Também estava frio neste dia, então me agasalhei mais que no dia anterior, e ainda estava bem cansada.
Laura:
Eu estava bem cansada no dia seguinte, com os pés doendo por conta da
caminhada usando um sapato que me machucava um pouco; passei o dia em casa sem
fazer muita coisa, contei para minha mãe sobre a exposição enquanto fazíamos o
almoço juntas. Mais tarde, conversando por mensagem com um amigo, contei para
ele minha experiência e conversamos um
pouco sobre o assunto, principalmente sobre a parte que eu mais gostei que
foram os clipes musicais, a exposição me fez parar mais para refletir um pouco
sobre a indústria musical, sobre as influências e referências locais e globais
presentes nas obras. Foi uma experiência muito bacana, gosto muito de fazer
esse tipo de atividade cultural e a exposição Ex África foi muito
enriquecedora.
Luara:
No dia seguinte, acordei ainda um pouco cansada por conta do longo trajeto, mas pensando em tudo que pude tirar de conhecimento dali, com isso decidi olhar as fotos que tirei da exposição, principalmente das partes que mais me chamaram a atenção. As obras, em seus mais variados estilos, traziam nas entrelinhas um contexto histórico e cultural muito forte, servindo de base para uma reflexão sobre a falta de representatividade negra na sociedade contemporânea e como devemos lutar todos os dias contra o racismo, afim de reparar o maior erro da civilização: a escravidão. De forma resumida, a exposição foi muito enriquecedora e foi muito bom poder ter acesso à uma cultura frequentemente pouco valorizada.
Matheus:
No dia seguinte acordei sem nem lembrar do evento, e estava
sendo um dia normal, até que eu vi meu violão e lembrei de quatro mendigos que
cantavam Raul Seixas com um violão (que tinha apenas duas cordas) na frente do
Banco do Brasil, todos cantavam e gritavam com sorrisos em seus rostos apesar
de sua condição, eu então me lembrei do rapaz do metrô tocando Carlos Gardel e
Vivaldi no violino enquanto todas as pessoas continuavam com seus fones de
ouvido e “coisas mais importantes” a se fazer, e fiquei pensando na Ex África,
mesmo sendo a maior exposição de arte contemporânea africana do Brasil, permanece
escondida em um sábado qualquer, as pessoas – que carregavam em sua pele, seu
sangue ,sua descendência e em seus olhares muitas semelhanças com as obras
expostas – iam e voltavam de seus compromissos, ocupadas e estressadas, não
sabendo da existência desse evento e nem o quanto ele representava, assim como
não sabiam dos mendigos cantores ou do violinista anônimo, e de pensar que se
não fosse pelo trabalho eu seria uma dessas pessoas, senti um leve temor.
Nathalia:
Estava um tanto cansada no dia posterior a exposição, meus pés doíam bastante pois o sapato que usei para ir a mostra me machucaram bastante, entretanto, consegui fazer uma retomada do dia anterior que certamente foi profundamente integrador de muitas questões quanto a representação artística africana, a forma como eles tem se expressado através de tal como estado de resistência e ao mesmo tempo com um olhar vindouro para busca de sua identidade própria. E consegui lembrar de um livro que queria ler a muito tempo de uma escritora africana que chama-se "O pomar das almas perdidas" de Nadifa Mohamed, somaliana, que com toda certeza entrou em minha lista de leituras fundamentais depois deste maior contato diante da exposição.
No dia posterior acordei ainda muito cansado e com dores nos pés devido a caminhada proporcionada
pelo fato de ter me perdido na volta. A exposição foi muito enriquecedora e devido a isso indiquei
ela a vários amigos, como fiquei muito curioso sobre as diversas culturas africanas decidi acrescentar
na minha lista de livros algumas autoras negras que estavam em falta como Cristiane Sobral e
Djaimilia Pereira de Almeida.


Comentários
Postar um comentário